Plataformas
reflexões sobre um dispositivo de urbanidade
Palavras-chave:
Plataformas, arquitetura moderna, projeto arquitetônicoResumo
Este artigo discute a qualidade das plataformas – elementos formais localizados na zona da base das edificações e comumente utilizados entre os anos 1950 e 1970 – como dispositivo promovedor de urbanidade. O texto argumento que sua posição de fronteira entre a arquitetura e o urbanismo permite o agenciamento dos diferentes interesses presentes na cidade. Nesse sentido, investiga três casos distintos de plataformas, a primeira como elemento infraestrutural vista na Rodoviária do Plano Piloto, a segunda como esplanada cívica do Paço Municipal de Santo André, e a terceira como embasamento de torres, presente no Conjunto Nacional em São Paulo. Cada um desses casos é analisado em paralelo com uma breve exploração de outras plataformas paradigmáticas, a fim de estabelecer parâmetros orientadores para a compreensão das obras mencionadas. Iconografia e bibliografia pertinente são convocadas como material para pesquisa, orientando uma investigação empenhada em reconhecer, sobretudo, indícios do projeto que apontem soluções favoráveis a urbanidade. Ao final, são feitas considerações acerca da plataforma contextualizada na cidade contemporânea.
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