O PLÁSTICO, O SAGRADO E O SIMBÓLICO EM OSCAR NIEMEYER
Palavras-chave:
modernidade, templos, Oscar Niemeyer, Capela da Pampulha, Catedral de BrasíliaResumo
O texto é extrato sintetizado do desenvolvido na tese “O templo Cristão na Modernidade – 1920/1970”, apresentada ao Programa de Pós-graduação em Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A tese - panorama acerca do tema -, compila e sistematiza o concebido em capelas, igrejas paroquiais e catedrais, relacionando cristianismo e tempos modernos para identificar e avaliar os reflexos litúrgicos e simbólicos, por um lado, e funcionais, construtivos e estilísticos, por outro, numa inter-relação de homem, arte e sagrado no período. Historiografia crítica sobre o assunto, além de reunir e lançar juízo sobre as obras, recolhendo constatações gerais e peculiaridades como contribuição ao estado da arte moderna, desvela autores e incentivadores destacados em movimentações e resultados arquitetônicos para o templo cristão, afirmando suas importâncias e promovendo seu devido reconhecimento. O presente, por sua vez, remonta e explora tais questões em um dos maiores arquitetos modernos brasileiros e mundiais - Oscar Niemeyer -, construindo, a partir da narrativa do próprio arquiteto e de análise de duas de suas obras religiosas mais importantes – a Capela de São Francisco de Assis, na Pampulha (i. 1940), e a Catedral de Nossa Senhora Aparecida, em Brasília (1958/1970), seu aporte em obras religiosas, que, por princípio, veiculam, para além de questões funcionais litúrgicas e técnico-construtivas inerentes ao soerguimento do templo, questões simbólicas relacionadas com a inefabilidade do sagrado, precipuamente, um aspecto incabível, ou, no máximo, secundário à arquitetura de cunho moderno do laico século XX, considerado o discurso construído em seus mais canônicos textos.
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