CONSERVAR JÁ! DOCUMENTAR SEMPRE
Patologias da tectônica da modernidade arquitetônica. Estudo de caso em Campina Grande. PB
Palavras-chave:
arquitetura moderna, tectônica, patologias das construções, conservaçãoResumo
Este artigo pretende refletir e discutir sobre a necessidade emergencial de se partir o quanto antes, para uma política preservacionista mais voltada à conservação do acervo arquitetônico moderno, especificamente, direcionando a discussão em volta dos conceitos de modernidade, tectônica e patologias das construções modernas. E para tanto, tomará como estudo de caso, uma obra moderna localizada no nordeste brasileiro, na cidade de Campina Grande/ Paraíba: será visto o caso da atual sede da Secretaria de Cultura do Município, SECULT. O objetivo é observar o que de fato vem sendo realizado pelos órgãos preservacionistas, pela academia, pelos profissionais da arquitetura e associações de classe, entre outros agentes sociais e culturais- em prol de uma política mais eficaz, eficiente, e que procure ações mais práticas à preservação da memória arquitetônica moderna. Justifica-se pela necessidade contemporânea em se procurar “teorizar menos, e agir mais”, considerando que o processo de descaracterização, de demolições, por falta de uma série de fatores que serão vistos no decorrer deste artigo, vem impedindo a preservação do acervo arquitetônico moderno. Insere-se, portanto, no eixo temático 4 deste evento, que trata, entre outras discussões- de práticas voltadas às intervenções de conservação, preservação e restauração do legado arquitetônico, urbanístico e paisagístico moderno no Brasil. O aporte teórico que possui como palavras – chaves arquitetura moderna, tectônica, patologias das construções, conservação, se apoiará nos conceitos trabalhados por COSTA (1995), MONTANER (2004), FRAMPTON (1995); PIÑON (2006), SOUZA e RIPPER (1998), TINOCO (2009), entre outros. De acordo com discussões ocorridas no 7º seminário do Docomomo Norte Nordeste, realizado em maio de 2018, na cidade de Manaus, observou-se a preocupação de vários pesquisadores da modernidade brasileira, em constatar que muito se tem documentado, mas pouco tem sido realizado de fato, em prol da conservação das edificações modernas.
Downloads
Referências
AFONSO, Alcilia. Arquitetura do sol. Soluções climáticas produzidas em Recife nos anos 50. Arquitextos, São Paulo, ano 13, n. 147.00, Vitruvius, ago. 2012 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/13.147/4466>
AFONSO, Alcilia et al. Observações sobre as patologias do patrimônio arquitetônico moderno: análise e Reflexão da Preservação em Obra Moderna de Campina Grande, Paraíba. ICOMOS Brasil. 2º Simpósio científico. 2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5674: Manutenção de edificações - Procedimento. Rio de Janeiro, 1999.
. NBR 6118: projeto de estruturas de concreto; procedimentos. Rio de Janeiro, 2003, 170 p.
COSTA, L. Considerações sobre arte contemporânea (1940). In: L. COSTA, Registro de uma vivência. São Paulo, Empresa das Artes, p. 245-258. 1995
BRANDI, Cesare, Teoria da restauração / Cesare Brandi ; tradução Beatriz Mugayar Kühl ; apresentação Giovanni Carbonara ; revisão Renata Maria Parreira Cordeiro.Cotia, SP : Ateliê, 2005.
CARBONARA, Giovanni, Avvicinamento al restauro : teoria, storia, monumenti. Napoli : Liguori , 1997. 1.ed
CUNHA et al. Acidentes estruturais na construção civil. Volumes 1 e 2. São Paulo: editora Pini. 1998.
DE GRACIA, F. Construir en lo construido: la arquitectura como modificación. Madrid: NEREA, 1992.
FLAUZINO, W. D.; UEMOTO, K. L Durabilidade de materiais e componentes das edificações. In: Simpósio latino-americano de racionalização da construção e sua aplicação às habitações de interesse social, 1981, São Paulo. Anais... São Paulo: IPT, 1981. p. 203-220.
FRAMPTON, Kenneth. Towards a critical regionalism: Six points for an architecture of resistance. In: FOSTER, Hal (Dir.). The anti-aesthetic: Essays on postmodern culture . Port Townsend (Washington): Bay Press, 1983, p. 16-30.
FRAMPTON, Kenneth. Rappel à l’Ordre: The Case for the Tectonic. Architectural Design, Londres, v. 60, n. 3-4, p. 19- 25.1990.
FRAMPTON, Kenneth. Studies in tectonics culture. Cambridge. Massachussets. The MIT Press.1995.
KÜHL, Beatriz. M. Preservação do Patrimônio Arquitetônico da Industrialização. Problemas teóricos de restauro. Cotia, Ateliê / FAPESP, 2009.
LICHTENSTEIN, Noberto. Patologia das construções. Publicado no Boletim Técnico Nº06/86 da Escola Politécnica da USP. SP: USP. 1986
LOTUFO, Tomaz Amaral. Um novo ensino para outra prática: Rural studio e canteiro experimental. São Paulo: FAUUSP, 2014.
MONTANER, Josep. As formas do século XX. Barcelona, Gustavo Gili, 263 p. 2002.
MONTANER, Josep. Depois do movimento moderno: arquitetura da segunda metade do século XX. Barcelona, Gustavo Gili, 271 p. 2007.
NESBITT, K. (Org.). Uma nova agenda para a arquitetura. Antologia teórica 1965-1995. Trad. Vera Pereira. Editora Cosac Naify, 2006.
PIÑÓN, H. Teoria do projeto. Porto Alegre, Livraria do Arquiteto, 227 p.2006
PIÑÓN, H. Proyectar es construir. Em rede: https://helio-pinon.org/escritos_y_conferencias/det- proyectar_es_construir_i58184.Acessado em 10 de março de 2019. Publicado em 2009.
REBELLO, Y.C.P. Contribuição ao ensino de estruturas nas escolas de arquitetura. São Paulo: USP, 1993. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1993.
RIBEIRO, Rosina; NOBREGA, Claudia. Projeto e Patrimônio. Reflexões e aplicações. Rio de Janeiro: Rio Book’s.1ª edição.2016
ROWE,C. Manierismo y arquitectura moderna y otros ensayos. Barcelona, Gustavo Gili, 218p.1978.
SOUZA, V. C.; RIPPER, T. Patologia, recuperação e reforço de estruturas de concreto. São Paulo: PINI, 1998.
TACLA, Zake. O livro da arte de construir. São Paulo: Unipress, 1984.
TINOCO, Jorge Eduardo. Mapa de danos. Recomendações básicas. Recife: CECI/MDU. 2009
ZANCHETTI, Silvio. (Org.). A conservação do patrimônio no Brasil: teoria e prática. Olinda: Ceci. 2015.