A CASA E SEUS SETORES NA ARQUITETURA MODERNA BRASILEIRA
de Warchavchik às escolas carioca e paulista na década de 1950
Palavras-chave:
arquitetura moderna, casa moderna brasileira, projetos uni-residenciaisResumo
A arquitetura moderna brasileira inegavelmente tem sido pesquisada e analisada sobre diversas óticas por teóricos e outros profissionais interessados nesse tema. O recorte no âmbito das residências uni-familiares e seus setores, por ser um tema ainda pouco explorado, parece importante de se fazer uma leitura. Portanto, esse texto trata da setorização das casas modernas brasileiras, tendo como recorte as escolas carioca e paulista na década de 1950, partindo essa análise, porém da primeira obra residencial moderna no Brasil, a Casa de Gregori Warchavchik, de 1927 em São Paulo. A seleção das casas a serem estudadas, teve como prioridade os projetos realizados pelos arquitetos para uso próprio, o que certamente resultaram em obras com maior liberdade conceptiva, refletindo genuinamente o pensamento filosófico desses profissionais. Da escola carioca abordamos a Casa das Canoas de Oscar Niemeyer (1953) e a Casa Carmem Portinho, de Affonso Eduardo Reidy (1950), sendo escolhidas a Casa de Vidro de Lina Bo Bardi (1951) e a Casa de Vilanova Artigas (1949) como representantes da escola paulista. Como base analítica utilizou-se os estudos realizados pelo arquiteto Luiz Amorim sobre setorização das casas em Pernambuco, trabalho esse que resultou numa tese publicada em 1999. Sua proposta traz a inclusão de um setor mediador, sendo, portanto, abordado nas nossas análises ao tratarmos das casas escolhidas. Por fim, pode-se avaliar as organizações espaciais dessas casas através dos setores, e de que forma o setor mediador se configurava em cada projeto, assim como sua evolução desde o primeiro exemplar moderno.
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Referências
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