ÉRAMOS PALACE

O documentário como registro do patrimônio

Autores

  • Pedro de Barros Nunes Costa Arquiteto e Urbanista, Universidade Federal de Sergipe, 2019
  • Érica Andrade Modesto Arquiteta e Urbanista, Universidade Federal de Sergipe, 2019. Mestranda no programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Arqueologia
  • Anna Beatriz da Silva Fontes Arquiteta e Urbanista, Universidade Federal de Sergipe, 2019.
  • Camila Couto de Almeida Graduanda em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Sergipe.
  • Carolina Marques Chaves Galvão Professora titular no curso de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Sergipe. Departamento de Arquitetura e Urbanismo

Palavras-chave:

Documentário, Educação Patrimonial, Arquitetura Moderna, Hotel Palace

Resumo

O documentário pode se constituir como um recurso de considerável repercussão e mobilização perante a sociedade, possibilitando a documentação do objeto arquitetônico e o registro oral das narrativas. Este artigo tem como objetivo demonstrar a importância dessa ferramenta como elemento para a educação patrimonial e o registro do patrimônio, considerando-a como contribuinte para a geração de novos documentos patrimoniais. Dessa forma, foi realizado um vídeo documentário, abordando o Hotel Palace de Aracaju como estudo de caso, pois o edifício simboliza uma das produções de arquitetura moderna na cidade e atualmente se encontra à beira do abandono, estando diante do descaso do poder público e dos órgãos reguladores do patrimônio, que demonstram pouco interesse na preservação deste edifício. Com essa compreensão, enfatiza-se a importância do objeto em questão, respondendo através do documentário as seguintes questões: “por que o edifício não pode ser demolido? ” e “qual a importância do Hotel Palace?”. As vozes que provém as respostas são de personagens do próprio hotel, estando entre elas idealizadores, trabalhadores, frequentadores e uma ex-moradora. Assim, as relações entre memória afetiva e patrimônio são apresentadas, refletindo acerca das histórias pessoais como elementos que podem contribuir para a valoração do bem e, consequentemente, conservação e transmissão da sua importância cultural.

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Biografia do Autor

Carolina Marques Chaves Galvão, Professora titular no curso de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Sergipe. Departamento de Arquitetura e Urbanismo

Arquiteta e Urbanista, Universidade Federal da Paraíba,2008. Doutoranda pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, 2019. Professora titular no curso de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Sergipe. Departamento de Arquitetura e Urbanismo.

Referências

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Publicado

2025-09-23

Como Citar

Costa, P. de B. N., Modesto, Érica A., Fontes, A. B. da S., Almeida, C. C. de, & Galvão, C. M. C. (2025). ÉRAMOS PALACE: O documentário como registro do patrimônio. Seminário Docomomo Brasil: Anais, 13, 1–16. Recuperado de https://publicacoes.docomomobrasil.com/anais/article/view/641