IMAGENS DO OCASO
Palavras-chave:
Imagem, modernismo, memórias crepusculares, campo expandidoResumo
A cultura da imagem, evidenciada neste momento, propõe novas leituras do patrimônio arquitetônico moderno. Os modos de operar por meio da inserção massiva de imagens e vídeos em mídias sociais, como instagram, e sites de vídeo, como youtube, permitem a construção de novas narrativas. As imagens decupadas e remontadas, ressurgem, então, com novos significados. Este artigo busca o cruzamento da ideia de twilight memories, de Andreas Huyssen (1995) e de expanded field, de Rosalind Krauss (1979). Diante de imagens às quais se anexam interpretações, abre-se um campo que não é exclusivamente o da arquitetura, nem exclusivamente o da fotografia ou da imagem;; abre-se um campo ampliado em que se inscreve uma narrativa ainda por ser analisada. O crepúsculo, como indica Huyssen, nem nascimento nem declínio, é uma possibilidade a ser explorada. Um campo que se apresenta na constituição de novas leituras do movimento moderno. No ocaso de belos edifícios, o que está em jogo são as memórias perdidas ou as memórias que se constituem em um porvir? Como o Movimento Moderno será interpretado na segunda metade do século XXI? Abre-se, finalmente, a questão entre a manipulação das imagens, geradoras de novas imagens, e a questão das imagens que denunciam situações de abandono e negligência. Na justaposição de dois significados, uma terceira leitura se instaura.
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