O MUSEU DE ARTE DE BRASÍLIA DESDE O ANEXO DO BRASÍLIA PALACE HOTEL (1958-2019)

Autores

  • Maíra Oliveira Guimarães Mestranda na linha de pesquisa em Patrimônio e Preservação, PPGFAU, Universidade de Brasília

Palavras-chave:

História de Brasília, Patrimônio moderno, Museologia, Artes plásticas

Resumo

A vida do edifício do Museu de Arte de Brasília pode ser considerada uma das mais antigas e conturbadas da história da Capital. Construído em meio aos preparativos da inauguração da cidade para servir como restaurante do Anexo do Brasília Palace Hotel, o edifício foi rapidamente subutilizado, passando a abrigar outros diversos usos, tais como boate, clube e casa de shows, até que foi convertido na primeira sede do acervo de arte do Governo do Distrito Federal. A criação do MAB, em 1985, representou uma grande conquista para a cidade que, aos seus mais de vinte anos após a fundação, ainda não contava com uma própria instituição museal. Quem diria, porém, que seria a arquitetura um dos principais desafios para o funcionamento do museu. Suas três décadas de existência foram marcadas por inúmeros impasses funcionais e políticos, fazendo do edifício o objeto de variados projetos de reforma e de sucessivos adiamentos em suas execuções. Fechado há mais de dez anos, o prédio finalmente passa por obras de readequação de suas instalações. De ruína abandonada, o MAB talvez se reapresente, em breve, como um museu renovado. Mas o que se sabe sobre ele? O presente artigo se propõe a divulgar parte dos primeiros insumos de uma intrigante pesquisa de resgate historiográfico, ainda em andamento. Serão apresentados alguns dos principais episódios e projetos que marcaram a história do edifício, acervo e instituição, desde o início da construção de Brasília até as proposições da mais recente reforma.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maíra Oliveira Guimarães, Mestranda na linha de pesquisa em Patrimônio e Preservação, PPGFAU, Universidade de Brasília

M.Sc. em Architettura per il Restauro e la Valorizzazione del Patrimonio, Politecnico di Torino, 2014; Mestranda na linha de pesquisa em Patrimônio e Preservação, PPGFAU, Universidade de Brasília.

Referências

ANÔNIMO. Começou a Concha Acústica. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 17 abr 1960, p.6.

—. Miss Brasília 1961 será eleita no dia 31. Correio Braziliense. Brasília, 26 mai 1961, p.8.

—. Veja Brasília de um ângulo diferente. Miragem, Brasília, número 1, set 1961.

—. Exposição na Arte Moderna Nova Capital. Última Hora. Rio de Janeiro, 8 de outubro 1962, p.6.

—. Sambão. Correio Braziliense. Brasília, 10 de janeiro de 197

ARANTES, Otília. Política das Artes: Mário Pedrosa. São Paulo: EDUSP, 1995.

D’AQUINO, Flávio; MORAES, Otávio Sérgio de. Museu de Arte de Brasília. Módulo, Brasília, n. 21, 1960

D’AQUINO, Flávio. Sugestões para a organização de um museu de arte em Brasília. Brasília: Novacap, s.d.

FIGUEIREDO, Aline, Humberto ESPÍNDOLA e Carlos Alberto MEDEIROS. Artes plásticas no centro-oeste. Cuiabá: UFMT/MACP, 1979.

FRASIER, Valerie. “A national capital without a national museum.” The Architecture of the Museum: Symbolic Structures, Urban Contexts. Nova Iorque: Mancherter University Press, 2003. 183-205.

GDF/Secult. MAB - Catálogo de acervo e exposição. Brasília, 1985.

—. Tombamento MAB. Carta ao Departamento de Museus e Centros Culturais. IPHAN. Brasília: Secult, 1 mai 2007.

—. MAB. Reforma do edifício, reformulação do projeto museógrafo e instalação de serviços de apoio no Museu de Arte de Brasília. Brasília: Secult, 1996.

—. Relatório - Museu de Arte de Brasília. Brasília: Secult, 2000.

GDF/Terracap. Relatório de Atividades - Projeto Orla. Brasília: Segeth, 1997.

GONÇALVES, Simone Neiva Loures. Museus projetados por Oscar Niemeyer de 1951 a 2006: o programa como coadjuvante. São Paulo: FAU/USP, 2010.

JEAN, Yvonne. “Correio Estudantil: Universidade de Brasília.” Corrreio Brasiliense. 2 de Novembro de 1962: p.7.

LARA FILHO, Ivaldo Gadelha de. O choro dos chorões de Brasília. Dissertação de Mestrado. Brasília, Universidade de Brasília (UnB), 2009.

LOURENÇO, Maria Cecília França. Museus acolhem moderno. São Paulo: Edusp, 1999.

MACIEL, Nahima. “Memória : Perguntas sobre o MAB.” Correio Braziliense. Brasília, 23 jun 2007, p. 11.

MADEIRA, Angélica. Itinerância dos artistas: a construção do campo das artes visuais em Brasília, 1958-2008. Brasília : UnB, 2013.

MENDES, Manuel P. Meu testemunho de Brasília. Horizonte Editora, 1979.

MOREIRA, Neiva. Brasília: hora zero. Editora Terceiro Mundo, 1988.

NERI, Rosângela Viana Vieira. A (re)produção do espaço como mercadoria: Pólo 3 - Projeto Orla extensões-latências. Brasília: UnB, 2008.

IPHAN/DF. Obras de reforma do MAB. 14 Superintedência Regional. Brasília 21 ago 2000.

OLIVEIRA, Águeda Macias. Criação e gestão de museus no Distrito Federal: Análise dos museus da coordenação de museus e patrimônio da Secretaria de Cultura (1958-1999). Brasília: UnB, 2016.

OLIVEIRA, Emerson Dionisio Gomes de. Memória e Arte: a (in)visibilidade dos acervos de museus de arte contemporânea brasileiros. Brasília: UnB, 2009.

REPÚBLICA., SERVIÇO DE DOCUMENTAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA. Diário de Brasília. 1956-57.

Rio de Janeiro, 1960.

—. Diário de Brasília. 1958. Rio de Janeiro, 1960.

—. Diário de Brasília. 1959. Rio de Janeiro, 1960.

—.Diário de Brasília. 1960. Rio de Janeiro, 1960.

SÁ, Cecilia Gomes de. Setor cultural de Brasília: contradições no centro da cidade. Porto Alegre: UFRGS, 2014.

SILVA, Elcio Gomes. Os palácios originais de Brasília. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2014.

VASCONCELOS, Adirson. Os pioneiros da construção de Brasília. Vol. 1 e 2. Brasília: [s.n.], 1992.

Downloads

Publicado

2025-09-23

Como Citar

Guimarães, M. O. (2025). O MUSEU DE ARTE DE BRASÍLIA DESDE O ANEXO DO BRASÍLIA PALACE HOTEL (1958-2019). Seminário Docomomo Brasil: Anais, 13, 1–17. Recuperado de https://publicacoes.docomomobrasil.com/anais/article/view/524